Uma prisão em flagrante desorganiza qualquer família. As primeiras horas são de medo e desinformação e, ao mesmo tempo, são o período em que as providências corretas fazem mais diferença para a defesa.
Direitos de quem é preso
- Permanecer em silêncio, sem que isso seja interpretado em seu prejuízo;
- Ser assistido por advogado ou pela Defensoria Pública desde a delegacia;
- Ter a família ou pessoa indicada comunicada imediatamente da prisão;
- Não sofrer qualquer forma de violência ou constrangimento ilegal;
- Receber a nota de culpa, com o motivo da prisão e os nomes dos responsáveis.
O que a família pode fazer de imediato
Identificar em qual delegacia a pessoa se encontra, providenciar documentos pessoais, comprovante de residência e de trabalho, e acionar um advogado de confiança o quanto antes. Esses documentos são usados para demonstrar vínculos com a comunidade: um dos fatores avaliados na análise da liberdade provisória.
A audiência de custódia
Em até 24 horas após a prisão, a pessoa deve ser apresentada a um juiz. Nessa audiência, o magistrado verifica a legalidade da prisão e a ocorrência de eventuais abusos, e decide entre relaxar a prisão (quando ilegal), conceder liberdade provisória (com ou sem medidas cautelares, como comparecimento periódico em juízo) ou converter o flagrante em prisão preventiva, se presentes os requisitos legais.
Por que a atuação técnica importa desde o início
Cada caso tem circunstâncias próprias: a natureza da acusação, os antecedentes, os vínculos do acusado e a forma como a prisão ocorreu influenciam diretamente a decisão judicial. A presença de defesa técnica desde a delegacia assegura que os direitos sejam respeitados e que a versão do acusado seja documentada corretamente.
Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não substitui a consulta a um advogado sobre o seu caso concreto. Cada situação possui particularidades que exigem análise individual.